13 de novembro de 2013

Decepção


Decepção, que não encontra aquele caminho que pensava ser eterno. Decepção que interrompe o trajeto dos sonhos. Decepção que faz de uma pessoa importante, grande marca. Decepção é a consequência da confiança oferecida. Decepção é coisa que dói.


Decepção é a frustração da expectativa da alma. Decepção é o desfalecimento da esperança. Decepção é a mudança do olhar sobre alguém. Decepção é a morte de tudo o que foi feita em razão única e exclusivamente do bem.

Decepção, o resto de tudo o que existiu para se acreditar. Decepção é o traço errado de um desenho realista perfeito, até outrora. Decepção é não ter vontade de dizer mais nada, para não cagarem nas tuas palavras. Decepção é a falta de conhecimento da verdade. Decepção é ignorar o velho conhecido. Decepção. Decepção. Decepção. DECEPÇÃO DO CARALHO!

Decepção é o pôr-do-sol em um dia chuvoso. Decepção é o alagamento do asfalta mal feito. Decepção é o peixe morrendo asfixiado. Decepção é o pássaro caindo, com as asas cortadas. Decepção é o coração que dói só de lembrar. Decepção é coisa que dói.

Decepção é saber que poderia ter sido diferente. Decepção é a falta do retorno esperado. Decepção é a não correspondência do passado. Decepção... é jogar no lixo como uma coisa qualquer todo o sacrifício resultado de tanto trabalho. Que decepção. Decepção é coisa que dói.

Decepção é a imagem jogar na cara da imaginação que não daquele jeito. Decepção é o tapa na cara. Decepção é o sol de meio dia com um blazer de veludo. Decepção é a chuva gelada. Decepção são os pés encharcados. Decepção é o final da história sem graça. Decepção é a falta de sal da comida. Decepção é a lágrima que não desceu. Decepção é o choro calado. Decepção é a falta de um olhar tão importante. Decepção é coisa que dói.

Decepção é se colocar por baixo de todas as coisas, pra não se machucar. Decepção é se esconder de todas as coisas, pra não se ralar. Decepção é não falar nada, pra não se arrepender. Decepção é tudo aquilo que vem de dentro, lá do fundo, do âmago, com toda a sinceridade e não serve pra nada. Decepção é todo o esforço reduzido a termo. Decepção é a mesma situação que você esteve ser tão tranquila agora.

Decepção é não saber falar de tanto que leu. Decepção é não saber cantar de tanto que escreveu. Decepção é ninguém ler o que deveria ser bradado aos sete cantos. Decepção é ninguém ouvir o que estão sussurrando. Decepção é o caminho não ser mais tão agradável como na outra viagem. Decepção é o refúgio não guardar mais nada de nós. Decepção é um segredo que não é mais segredo pra ninguém. Decepção é uma coisa que dói.

Decepção é ser tudo aquilo que reprovava a vida inteira. Decepção é ver os valores sendo usurpados de qualquer maneira. Decepção é ver a seriedade sendo levada como brincadeira. Decepção é ser mentira e não haver qualquer coisa que se torne mais, verdade. Decepção é uma coisa que dói. Decepcionar é uma coisa que destrói.

6 de novembro de 2013

Se a imaginação fosse como era

Tuas mãos nas minhas se encaixam. Você é linda. Ao teu lado me sinto um homem muito mais poderoso do que costumo se, sozinho. Teu sorriso. Ahh... Você é linda. Antigamente você era uma garotinha sem muito conhecimento da vida. Tinha medo de sair na rua, tinha medo de falar o que pensava, medo era o que mais tinha. 

Tinha rosto de menina também, corpo de mocinha. Tua presença na minha se encaixa, eu sorrio. Tua voz melhorou, onde você encontrou essa segurança? Fico feliz em saber que as coisas tem melhorado e um bom rumo encontrou teu caminho.

O dia hoje está bonito, a cidade está incrível. A chuva cai por sobre as nossas cabeças, ou pelo menos tenta. As marquises nos protegem, nos escondem. Nossa, que mulher! Ei, espere aí! Pensei... Se foi. Sumiu.

Engraçado como os caminhos se cruzam, as oportunidades sem mostram e a gente as perde. Perde rumo atrás de mais diversão. Poder. Por pura falta de vontade, de necessidade, de paciência até. Quanta gente indo e vindo. Quero minha casa. Quero minha alma, minha alma de volta!

Desculpe, me perdi nesta redoma de devaneios mais que conhecidos. Como eu dizia: As coisas poderiam ter sido muito boas entre a gente, pena que cada um estava olhando pra um lado no dia em que passamos um pelo outro. Juro que se você existir mesmo, não vou deixar passar. O tempo só é relevante enquanto nos preocuparmos com isso, as coisas transcorrem além do relógio. As coisas dissolvem no asfalto ao mesmo tempo que pisamos em nossos sonhos pra podermos correr da chuva e chegar na hora do trabalho.

Onde você poderia estar nesse momento? Estou aqui, olhando pela janela as pessoas passando lá embaixo, se molhando, se protegendo e ganhando a vida. Há uma moça correndo, acho que está atrasada. Vi um cara cambaleando, acho que está drogado. Esse crack é foda. Não entendo como um cara se mete nessa, o cara tem tudo! Ou melhor, tinha tudo antes de usar essa pedra do diabo, né? Tinha fome. Tinha frio. Tinha solidão. Tinha dor. Tinha inimigos. Tinha dignidade.

Tenho que parar com essa mania de me perder em pensamentos, não há mapa que resolva. Uma porcaria. Cadê minha bússola? Como se usa uma? Liga o GPS. Odeio celular. Quero minha casa. Então, quando você resolver aparecer a gente conversa, que tal? Posso te mostrar alguns textos, a gente ouve uma música, come alguma coisa ou não fala nada, nem come nada, nem ouve nada. Não falar nada também é ótimo, já experimentou?

Que dia lindo. Tá nublado, chuvoso, preguiçoso. No dia que você resolver aparecer te mostro essa vista, prometo. Você tinha tudo pra ser muito encantadora. Seus cabelos longos, suas covinhas no rosto, tua pele lisa... Será que é assim mesmo? Vou te mostrar essa vista, prometo.

Quero obrigação não. Não gosto de dar satisfação, não. Não, não quero. Deixa, deixa pra lá.


5 de novembro de 2013

Cansaço


Destaco o cansaço que há aqui, se esforça para percorrer cada parte do corpo e doer. Desfaço qualquer momento de não sentir, para competir o tempo todo com o mundo.


Os olhos tendem a fechar enquanto as dores tentam impedir, fica difícil relaxar, descansar. Não quero mais nada. Não foi isso que pedi.

Como um lobo solitário que acabou de saborear uma caça, pouso meu corpo na primeira árvore e sombra que encontrar. E minh'alma assiste a tudo calada sem me ver partir.

Me sinto bem com o nada de despreocupação acentuada, descuidada e negligênte. Tudo o que passa por aqui, as vezes só passa e nem se dá conta da gente.

Onde resgatar as forças sem saber se as perdi, quem sabe nunca as tive e fora só me arrastando que chegaria até aqui. Um tempo bom, a solidão e a sobriedade que me castiga. Certeza e consciência de um louco.

Enquanto não chegar, aqui é o melhor lugar, confuso entre as nuvens que nublam o céu sob esse aroma de terra molhada. Curtindo um cansaço que é quase um irmão que acompanha cada ação e torna mais propícias as omissões. Aqui é o melhor lugar.

Já dizia F. Pessoa: "Há um cansaço de inteligência abstrata, e é o mais horroroso dos cansaços. Não pesa como um cansaço do corpo, nem inquieta como o cansaço do conhecimento e da emoção. É um peso da consciência do mundo, um não poder respirar da alma."



21 de outubro de 2013

A arrogância da confiança


Pecamos. Pegamos o tempo torto e cicatrizado até deixarmos calejar, quando as mãos o seguram de forma firme dá-se a sensação de que está tudo sobre controle. Afinal, algumas repetidas vezes depois de passar pela mesma história imaginamos como seria  e temos plena convicção de sermos capazes de manipular o final, ledo engano. HAHAHA

Com sua gravata, seu arco e sua flecha empunhados seguira em direção ao desafio no qual entendera por bem subestimar, não faltar com o respeito, subestimar apenas pela recorrência das vezes com que havia lidado com aquilo. Ah veja, que nobre surpresa da vida porque a sabedoria é construída sobre o entulho das certezas que ela mesma destrói.
Ali estava, uma jovem alma preparada para tudo com cada consequência medida. Desprovido de medo, sequer nervosismo o assolaria no que se colocava realmente natural desabou em sua cabeça, sua própria confiança. Segurança aquela que outrora o salvara em clara desvantagem, o fizeram reflexo grande demais e aquela luz assustava os demais, era demais.

Entre o receio de partir e o cansaço de ficar por aqui no mesmo lugar de sempre, todos ficaram em estado de alerta contando com sua possível iminente partida, em vida. Naquele olhar enxergava um caminho, utópico e descabido. Mas que parecia realmente ser o mais bonito, o que seria da verdadeira beleza sem um toque de platonismo?

O silencia é uma escolha para a desordem que as coisas se encontram dentro de si, qualquer palavra poderia talvez descrever a maior confusão que se apoderou do seu espírito. Uma rotina cansada, porém confortável que não o deixa estável, porque a sua estabilidade se mantém na guerra e na frequente luta. Quando o nada acontece por muito tempo sem dar trégua, o guerreiro se sente inútil.


Que a medida da confiança seja mensurada de forma a não iludir os caminhos a serem perseguidos, muito menos as ações a serem tomadas. Por que é no sucesso que o homem mais se perde, pois sua verdadeira face se mostra na guerra, nas batalhas que são submetidos os que sabem que a vida é uma constante, distante. Fora agredido de forma sutil e devastadora, a imagem refletida de si o traiu e ficou de joelhos por pura arrogância de sua própria confiança.

29 de setembro de 2013

Caminho tranquilo

Quem sabe a felicidade seja tudo o que enxerguemos como sucesso, um estado físico de plena satisfação pessoal. De longe as pessoas que se conectaram outrora tomam caminhos destintos, por mais que se identifiquem, o peso de uma por vezes é deveras intenso ao outro, desgasta.

Naquele caminho qualquer que já estamos cansados de conhecer, o imprevisto de um esquecimento bobo e casual fez mudar todo o curso da história. Toda a história em não querer desagradar ou entristecer alguém importante tornou tudo tão trabalhoso agora, veja, parado aqui ao som de uma sinfonia qualquer tentamos encaixar nossa alma dolorida e atabalhoada na harmonia das notas que transpõem uma de cada vez o maior reflexo de perfeição visto nesse mundo.

Quando a lealdade que criamos torna os efeitos tão acolhedores percebemos que estamos no caminho correto e nessa filosofia de vida podemos gerar nossos maiores potenciais sim, sem problemas. Isso é tudo o que um homem precisa as vezes para se manter de pé e para ficar bem não há nada muito além do que seja necessário, tudo que quero é a tranquilidade de um caminho correto.

Lembra, daquele casebre lá no campo com visto para os montes e árvores que abriram o pôr do sol? Está cada vez mais presente e recorrente, como uma vontade incomensurável de esquecer qualquer cólera causada nessa redoma de imbecilidades, das quais faço parte ostensivamente.

E seria ali ao som de uma bela canção e a sensação da brisa cortando nossa alma, onde quase não vemos o ar mas o sentimos enquanto percorre o caminho até dentro de nós. Seria ali, sim, que passaríamos a viver com uma imensa vontade de sermos parte dessa natureza que nos saúda à cada manhã. Ali realmente é o lugar que abriga os nossos sonhos e torçamos para que exista um igual para nos guardarmos também.

Vejo seu sorriso em mim toda vez que admiro a beleza pela qual fui tocado em algum tempo, essas rotinas e caminhos mal feitos não me atraem nenhum pouco, quero doação, não quero devoção. Respeito é algo que encanta a educação e por favor, retire essas idolatrias vis de perto. Não há tanta coisa assim que nos faça perder o medo de acomodar, não há mais alguma coisa que nos faça abrir mão do que nos faz sentirmos bem, são tão efêmeros. Em verdade, eu diria, se conhecesse a verdade de fato que tudo que quero é aquela tranquilidade... De um caminho certo.


25 de setembro de 2013

Triste palhaçada

Um dia comum, de poucas horas, ditas em pouco tempo da escuridão silente do restante de madrugada. Começava-se mais um dia sem tempo para que o sono tenha sido espantado, desperto a caminho da rotina, de perto o resto de um homem cansado.

Sua vida era séria, mas ele brincava. Seus problemas eram grandes e quando não aguentava mais guardar tudo em si, as vezes reclamava, mas preferia fazer uma nova piada. Provocar o sorriso alheio lhe agradava, é bem verdade, embora muito clichê para ser o seu verdadeiro escopo. Gostava de estar ali muito longe de ser pela alegria a se entregar, o seu verdadeiro motivo eram as brincadeiras aonde tudo era piada, assim a realidade se travestia de arte e se misturavam uma à outra de maneira que ninguém identificaria mais. Distinguir uma da outra então, muito menos.


Naquele ambiente de fuga que se sentia bem, o lúdico era mais importante e culminava sempre em sorriso, mesmo que fosse amarelo. Que medo pode haver por trás de um nariz vermelho? Mal sabia ele que a personalidade de um palhaço sai com água e a sua já se encontrava toda borrada por sua lágrimas.


Ficou triste ao perceber que as pessoas se abraçavam até se prender e não para transpor o carinho de um corpo para o outro. Quando viu que as pessoas eram apenas uma nota, uma peça de roupa, uma aparência de justa, chateou-se. Gostaria mesmo era de ter chorado, mas secara há tempos. Suas gracinha evidenciavam o flagrante desapego que o tornara cada vez mais independente e solitário. Fazia o bem por ser o correto e nada mais sentia a esse respeito, melhor do que ser condenado à culpa de consciência que lhe pesaria os ombros.

Era apenas um fim naquilo tudo, um homem se esvaindo em sorrisos que lhe formavam casca, em sua própria invisível torpeza que não tinha coragem de revelar, não acredita mais na felicidade, lhe doía uma dor vazia, insegura. Ele colecionava instantes e tentava se encaixar nesta triste palhaçada que é existir.

16 de setembro de 2013

Casual

Estávamos tão felizes ontem. Ontem já passou. Quando ouvíamos aquela música nos sentíamos mais fortes e capazes que todo mundo, que era nosso. Então a música parou. Não tem problema porque compúnhamos outras e cantaremos na roda de amigos. Mas cada um está entrege em sua própria canção, não ligam para o que você tem a cantar. Pouquíssimo tempo atrás éramos os caras mais alegres que pudesse existir, literalmente não havia preocupação, mal estar ou qualquer coisa que nos tirasse o foco, havia esperança e um pouco de dinheiro. Até que a realidade os engoliu outra vez.

Coloque-se em prática o que pensa e diz. Estou praticando o que digo ser certo. Mas se traveste em pura hipocrisia quando acha que não vale a pena gritar aos quatro cantos o que está realmente acontecendo. Realmente não vale, por que faria isso? Não sei. Também não faço. Faz sim... Parte da mesma hipocrisia que eu.

Existe paciência após a vida? Morreu. Morreu o  pai de mais alguém e o enterro será mais um rito social, uma ocasião para demonstrar o ser humano que devemos ser, um grande evento. Ao vento, nosso tormento se perfaz em frustração. De quê? Somos tão jovens. Que juventude é essa tão envelhecida? Não sei também, desculpe.

Como é ter um pai? Do mesmo jeito que ter uma mãe, só que homem. Você acredita em papai Noel também? Por ser homem  já se desfaz toda  a possibilidade de ser mãe, ou como se fosse uma. Que ideia. É mesmo, me expressei mal. Enfim.

Droga! Que sonho ruim, onde tudo dá errado. Preciso acordar logo e vestir o jeans rasgado e a camiseta branca frouxa para poder sair. Acho que assim tá bom. Poderia estar melhor. Sempre pode. Talvez, depende. Do quê? Do ponto de vista. Não. O quê? Nada. Faltou oportunidade.

Saudades. Saudades? De como era. Não, não vale a pena. O futuro não existe, está fadado a não existir. O passado é que é vil e onipresente, não tem jeito. Pode ser bom, mas incomoda demais. Verdade. Incomoda-te também? Depende. Do dia? Da noite.


Vou embora. Já está indo? Há muito. Na verdade estou aqui por uma pequena temporada, que já durou mais do que imaginei. Eu também estou indo ver o mar. Acho que vou ao campo, passar uns dias contemplando o silêncio. Que ideia. Já não se contempla o silencio em lugar algum; Os celulares já chegaram a todo lugar. Eu vou sem. Estou sem. Sorte a sua. Nem me diga.