21 de setembro de 2010

Percebe?

Quiçá ser a plenitude do que somos. Ah! Quisera eu ser o que idealizo ser o meu melhor. Mas se fosse, qual seria a graça? O aprendizado? A esperança? Qual seria? Se houvesse...


A relatividade do que pode ser o melhor, a plenitude é extensa demais para que possamos compreendê-la. E quando digo extensa me perco em imaginações e teorias para formular uma ideia do que realmente seja.


É tanto pique, muito mesmo. Porém, de curta duração. É tanta idealização, deveriamos buscar a felicidade em frente ao espelho para não colocarmos todas as nossas expectativas em outras pessoas. Que engraçado! Formamos nosso próprio reflexo idealizado sob pessoas diferentes.


Tudo depende. Depende tanto de tanta coisa. Coisas que dependem. Dependem tanto de outras coisas que dependem de outras dependentes das mesmas que dependem das dependentes da dependência. Está tudo interligado, associado em uma cadeia de sucessivos acontecimentos que desencadeiam o que está predestinado a cada um de nós. Ou não. Há quem não acredite em destino por não gostar da ideia de que não tem o controle total sob sua própria vida. Legal. E tem? Temos? Quantas coisas acontecem sem nenhuma explicação lógica? Quantas coisas sentimos, temos certeza que existem a ponto de nos guiarmos por elas mas não temos a minima noção do que seja?


COINCIDÊNCIA!
Ah sim, tudo bem...


Despertador chato! Saco! Tão chato quanto os compromissos inadiáveis marcados há meses, que sofremos cada dia que o antecede sem podermos fazer NADA. Vamos nos levantar e começar mais um dia, o que será de nós?

Estranha sensação de estar marginalizado à realidade. Quando você sai de manhã e leva aquela brisa no rosto, caminha por entre as ruas sem enxergar de verdade o céu azul com algumas nuvens... Percebe tudo isso, mas sente? Percepção e sentido são coisas distintas. É tão ruim perceber que não se consegue mais sentir como antes.

Percebe quanta gente finge que te quer bem para aproveitar-se de algo que tens? Percebe quantas gente lhe quer tão bem que se afasta com receio de que os próprios problemas prejudicem você? Você vê tudo, percebe. Mas sente? Sinta. Em plenitude!


@adilsongl

13 de setembro de 2010

À Deriva

Olá. Mais um final de semana comum terminando. Acabou. Começa a tão odiada segunda-feira, o tempo vai correndo e como sempre não dá tréguas. Saudades estão cada vez maiores e mais difíceis de serem sanadas, fazer o quê? Vamos seguindo em mais uma semana rotineira até para quem não tem rotina alguma. Vamos seguindo mais um dia qualquer, daqueles que quando pararmos para lembrar do passado nem estarão guardados em nossa memória de tão insignificante. Há vários! Final de semana está próximo: Porquê tanto alvoroço? Nada demais irá acontecer, são apenas dias de folga para a maioria das pessoas. Engano! Falha! Inocente falta de atenção. Chega a sexta-feira e está tudo exatamente igual, nada mudou e se mudou não será agora que iremos perceber, tantas minúcias que teremos a capacidade de enxergar só daqui há meses, anos... Quem sabe?

As noites são cada vez mais incômodas, e a escuridão já não é mais um refúgio cheio de paz como antes, há mais alguém aqui. Sinto-me observado, medo? Não sei. Não saberia, como posso sentir algo que não imagino como seja? Talvez. O sono consome, e o receio de ser capturado pela inconsciência está cada vez mais evidente. Vou para meu abrigo: O sono! É lá que esquecemos todas as dores e angústias. Ou deveria. Sono. Sonhos cada vez mais frequentes, cada vez mais estranhos e próximos. Sonhos que parecem estar dentro de nós, é apenas uma forma da alma figurar o que acontece ou irá acontecer, será? Que loucura cara!

Vamos seguindo em mais um final de semana rotineiro como todos os outros, vamos seguindo, vamos sorrindo, vamos sentindo, vamos mentindo. Sábado à tarde e o ocio consome a todos que estão parados sem expectativa alguma. Em frente a uma de tantas telas disponíveis pela tecnologia intrinseca a nossa vida atual, passando o tempo colhendo pensamentos prontos e padrões. Ou criticando-os.

Interfone: Oi? Por favor... Meu Deus! Não estou acreditando. É possível isso? É real? Minha nossa! Páginas e páginas de letras tornando as atitudes mais vis em meras formalidades. É assim que é. O dia se desmontou ao nosso redor e o chão não pode mais ser sentido, apenas o colo de quem está sempre contigo. Obrigado. Amigos? Aparecem nas piores horas, na felicidade a amizade é corriqueira. E no fundo do poço? Cada um por si, senhores.
Conversemos. Troquemos ideias. Você não. Você sim, obrigação. Você, por favor.

[Silêncio]

Vamos aos papéis, aos documentos. Tudo sendo feito na maior alegria e formalidade possível para afastar a emoção de um caso tão torturante. Ei! Segunda-feira novamente, não precisou-se meses para perceber a mudança, foi brusca demais! Deus! Vamos resolver o que falta. Vamos seguindo cada vez mais automaticamente, pensar dói demais. Folhas e mais folhas, histórias parecidas acontecem mas a grama do vizinho é sempre mais verde.

Caneta, papel, café gelado, gás acabou. Sol está quente mas sente-se frio. E o medo dessa frieza não ser do clima é constante e gigantesco. Árvores, folhas, tintas, canetas. Assino o nome várias vezes da mesma forma no mesmo lugar tentando de alguma forma acreditar que sou eu mesmo quem estou vivendo tudo isso. Será que lendo meu próprio nome consigo lembrar quem realmente sou? Consegues? Esperança. Pois o reflexo do espelho já não tem mais força para revelar o que vejo.


@adilsongl

3 de setembro de 2010

Porque não?

Senhoras e senhores,

Sejam Bem Vindos!

- EEEEI! Vamos direto ao assunto, pode ser?

Está faltando objetividade nas palavras e atitudes, por favor. Tantos rodeios, voltas e voltas para dizer uma só coisa? Tão simples... As pessoas estão condicionadas a dizer sim e abaixar a cabeça para tudo que lhes é proposto, por favor. Quando um não surge em qualquer que seja o seu tom, causa espanto. O não também foi condicionado a parecer uma atitude mesquinha e egoísta, através da negação de alguma coisa que foi pedida com todo o carinho e educação ensinados nas aulas de cinismo oficial, pagas em 10 vezes sem juros no cheque.

É realmente de caráter destruidor, esse tipo de comportamento tão corriqueiro, para quem ainda busca ou ao menos sonha com a justiça nessa vida ou menos ainda... Para quem conseguiu preservar sua inocente esperança de um mundo de verdade, com vidas reais, com sentimentos soltos, com palavras sinceras e com olhares comunicativos.

O que será mais nobre: Um não justo ou um sim covarde? Quem ama diz não ou quem ama nunca o diz? É por nunca terem ouvido um não com autoridade que muitos, hoje, estão perdidos por ai ou presos por aqui! Prefiro que me odeie por ter te feito bem do que me ame pela minha omissão, não há maldade maior.

[Palmas]

Estamos na era do politicamente correto, onde tudo deve ser feito para agradar todos mesmo que o resultado vá prejudicar a grande maioria. Confesso que isso me irrita profundamente, porque prefiro infinitamente alguém que diz o que pensa e age de acordo do que outros que dizem o que a moral ensina e agem como o poder exige.

Precisamos de mais pessoas que defendam suas ideias, precisamos que façam o que deve ser feito independente do lucro! Pensadores clássicos estão sendo moldados para justificar a putaria que está assolando a convivência das pessoas. "A verdade é relativa." OOOOOH! Até certo ponto, concordamos, não? Mas isso não abrange muita coisa que temos visto por ai, por aqui e acolá! A tolerância exacerbada está acabando com a ordem e o respeito, a verdade pode até ser relativa mas a honestidade... AAAH! A honestidade é absoluta!

Senhoras e senhores, Obrigado.

Adilson Guimarães
@adilsongl

19 de agosto de 2010

Roda Viva


Vemos muita coisa, estamos ficando loucos com tanta informação! Minha nossa, o que é que temos que saber? Por que tudo isso que já aprendemos parece ser tão insignificante a cada novo desafio imposto, exposto? Não sei mais que música ouvir, que livros ler, que programas assistir, se é que devo assisti-los. Está difícil ser honesto por aqui, está muito difícil manter a coerência.

Me pego observando os fatos, os traços, os marcos e me permito imaginar como deveria ser, em um lapso de racionalidade inevitável - Espere ai: Não vai ser! Dou-me conta de que é isso, não será como deveria ser. Afinal, se tudo fosse como deveria, que méritos seriam dispostos? Ah! Mas isso não nos permite desistir de todos os sonhos e objetivos, não. A busca deve ser, e isso sim é como deve ser, incessante na direção do que se quer de coração.

Mais uma vez, de novo, novamente, outra vez me perdi nos meus próprios pensamentos e possibilidades, nessa procura insistente de encontrar o sentido disso aqui. Cadê? Onde está? Existe? Talvez. Que torturante, viver sem sentido, por ver além do objetivo, ficar enxergando sempre além, sempre o fim. Mas é o fim mesmo, não é o final da busca e o inicio da realidade e sim, o fim da concretização. Paro. Penso. Se tudo irá esvaecer como o dia se desfaz em escuridão, pra que toda essa ansiedade? Essa ganância descontrolada? Explique-me. Suplico-te.

Outras pessoas estão vivendo os meus sonhos, infelizes, por conveniência. Eu vivo os sonhos delas, infeliz, por conveniência, ou quem sabe? Sobrevivência. Sei lá! É tudo questão de oportunidades, a quem são dadas, quem as aproveita. Porém, tudo virou uma bagunça! Os sonhos estão trocados. Ei! Você! Desfaça isso, por favor.
Vamos! Torcer para que tudo dê certo. Ora essa! Nunca gostei desse “torcer”, me soa tão confortável, não? É algo que mascara uma posição de submissão a tudo o que está acontecendo. Vamos! Corra atrás do seu, eu vou ao meu, e assim a roda começa a girar, sem parar, cada vez mais rápido. Perdemos-nos nessa caça ao tesouro! Cá estamos. Eu. Tu. Nós. Vós. Cá estamos. Onde? Sabes dizer onde? Sabes saber alguma coisa do que está inserido? Talvez.

Essa roda gira cada vez mais depressa, sem pressa, e tudo se vai, dispersa. Acreditar adianta? Ajuda! Não resolve, acredite, mas não seja só crença. Seja atitude meu caro, seja caro, seja querido, não um salafrário! Seja raro.

Enquanto a roda continua a girar, quem está por cima vai cair a menos que saiba a hora de segurar e quem está embaixo, muito embora tenda a continuar por onde está pode subir tão alto quando o próprio sonhar. É a roda da vida, que não para não, de girar.

Não fique nervoso, ansioso além da conta. Tudo acontece na hora certa. Não espere que aconteça, não torça para que aconteça. Mas preste atenção, esteja preparado para quando acontecer. Esse é o segredo.



Adilson Guimarães Lima
WWW.twitter.com/adilsongl

13 de agosto de 2010

Ansiedade

Que tremedeira estranha, mas, que estranha... Esquisita. Que olhar louco, conservador e egoísta. Minha nossa! Que loucura tudo isso aqui e acolá que nem mesmo sabemos como será. Confundi a cabeça, os sentimentos e o corpo. Aborrece-me o espírito e traz à tona a inquietude da alma. Minha nossa! Que loucura, estou ofegante. Porém, onde está o ar? Onde está o meu ar?

Veja lá! Já vai começar a contagem regressiva para o fim. Mãos trêmulas. Quando não se está à vontade, o relógio insiste em marcar até o zero, até zerar, até sumir, até passar, como uma ampulheta que se esvazia de areia e concomitantemente, se preenche dela, são nuances tão lentos que chegam a ser torturantes.

Precisamos fazer e ser, o que não mais queremos para nós, para sermos o que outra pessoa relevante precisa que sejamos. Sem dúvidas iremos até o fim, por um único ideal, por um único alguém. Que dúvida irritante! Que vontade de ficar aqui, onde estou tanto tempo, confortável e seguro.

Não gosto de lançar-me às loucuras de pessoas indo e vindo sem rumo ou destino, pensando apenas no que querem conquistar e sem perceber ao menos por um momento o que necessitam ter. Nem sempre foi assim, mas desde que a esperança saiu correndo e a cada vez que há busca, ela insiste em mandar sinais que não mais voltará.

Vamos, precisamos ser lançados à sorte, mas... Com cautela! Vai ser difícil chegar onde queremos, mas será impossível se não começarmos a nos mexer em prol disso! As coisas mudam muito, rapidamente demais e é preciso apreciar, acreditar, valorizar e resgatar quando for preciso, sim! Faz um bem incrível! Que dúvida irritante! Que vontade de voltar para lá, para o meu calor ao meu ar, onde fico por tanto tempo, confortável e seguro.

Há muito sinto-me injustiçado e por horas ensaiei discursos libertários desses sentimentos que me prendem e das atitudes que me assolam de forma tão negativa, mas... Que loucura! Acabei de levar em consideração que os problemas podem ser minhas visões, nossa! Posso eu estar errado, totalmente. Não é possível, não é lógica tanta injustiça assim como penso que seja o grande elixir da questão seja reconhecer o erro, quem sabe? Talvez sejas tu, culpa tua ou não. Talvez, simplesmente, não seja.

Que dúvida irritante! Que vontade de voltar para lá, para o meu calor ao meu ar, onde fico por tanto tempo, confortável e seguro.


Adilson Guimarães

www.twitter.com/adilsongl

6 de agosto de 2010

Aos Pais

Toda atitude tomada ao passo de tua ação ou omissão gerará consequências, boas ou ruins? Depende... do ponto de vista. O fato é que causa e efeito sempre estão e estarão correlacionados. Um filho, teu! Veio de ti, por ti. Querendo ou não, agora, és um pai!


Pai: Substantivo masculino que significa genitor; gerador; protetor; fundador; autor; instituidor; cacique (fem: mãe) - de familia: pessoa que tem mulher e filhos. Pai é aquele que dá o exemplo, que dá a bronca e o castigo. Pai é aquele cujo filho se tornará sua imagem e semelhança, ou deveria.



Pai, leve teu filho ao médico quando estiver com febre, leve-o à escolhinha de futebol e acompanhe os jogos, pois todos os outros pais estarão lá e ele sentirá tua ausência. Pai, brinque de bola com ele na calçada e acompanhe-o ao fliperama, xingue o zagueiro de burro quando tomar um gol.
Pai, coloque-o sentado à mesa na hora do jantar, divague sobre suas filosofias de vida e encerre com: "Um dia, quando você for um homem irá entender o que eu disse e lembrará de mim." Sem dúvida, ele lembrará e esse será o seu maior legado,
independente de tudo.


Ah! Pai? Agradeça teu filho por ter tomado conta de tuas obrigações e dê-lhe os parabéns quando passar no vestibular, de forma descente. Ajude-o com seus planos, projetos, dê conselhos. Leve-o à final para ver o time - que é de vocês por tua causa - ser campeão! Leve-o ao show daquela banda de rock famosa. Fale sobre as mulheres, ensine-o a fazer a barba, veja um programa na tv de domingo, só para que ele possa dizer de peito aberto: PAI!


Assuma tua posição de Pai como um homem digno. Não com dinheiro, mas com empenho! E se por algum caso fortuito não puderes práticar minúcias de atitudes como essas, apenas confie nele como se fosse uma parte de ti. Ao menos, seja justo e não levante suspeitas de teu filho, reconheça as atitudes de toda uma vida, só para que ele possa dizer de peito aberto: PAI!



Dedicado ao meu grande amigo e futuro pai: Gabriel Araújo. Feliz dia dos pais!



Adilson Guimarães
www.twitter.com/adilsongl

1 de agosto de 2010

Sejamos Incríveis

Estamos hoje completando mais um dia de que? Hoje, aqui... Com mais receios do que anseios. Vontades e desdenho... Hoje, aqui! Por quê?

Amanhã temos que sair, temos que ir bem cedo cumprir algo que não é de nossa alçada, mas nós vamos, nos sacrificaremos. Por algo, por alguém. Sim!
Sente-se e veja. Olhe bem aqui, no fundo dos meus olhos. Podes enxergar minh'alma? Ela está em prantos ou talvez apenas adormecida de tanta dor. Mas ela está aqui, eu sei.

Vamos! Sejamos incríveis como nos nossos sonhos, vamos... Sejamos honestos como nossa melhor parte sempre nos manda ser. O homem honesto se diferencia dos de mais quando ninguém o está vendo, fato!

E mesmo quando a vida lhe parecer injusta não deixe que você seja tomado por essa revolta, lute pelos teus valores. Hoje, aqui... É a única coisa que nos resta. Não pelos outros, tampouco pelo mundo, mas por ti e isso não é egoísmo. Se for? Quem tem o direito de pedir que não sejamos um pouco? Quem?

Quando, como hoje, aqui... O dia terminar como se nem houvesse acontecido de tanta insignificância lembre-se que há algo para ser feito, vital. Porém, ele não precisa ser constantemente praticado e sim executado com louvor quando a oportunidade lhe mostrar sua face. Saberás quando.

Hoje, aqui. Não quero solução, muito menos ajuda. Quero só, somente... Reclamar! Me ouve essa noite? Porque às vezes tudo que precisamos é um pouco de desabafo e nada menos, nada mais. Desabafo e ponto final.

A vida e até nós mesmos nos pregamos peças. Ora, vivemos nos sabotando! Por medo, timidez ou receio. Vivemos mentindo para nós mesmos o tempo inteiro, já se tornou corriqueiro acharmos que podemos enganar a todos. Erramos! Não podemos, a nós não.

Imagine a vida. Tão universal. Quem seria capaz de culpá-la por nossas tormentas em individualidade? Muitos. Quem seria capaz de provar? Tu?

Entenda... Por mais que não saibas sobre mim, fatos, sinceros serão meus sentimentos e todos os apertos no peito, por ti, enquanto existirem.

Sente-se e veja. Olhe bem aqui, no fundo dos meus olhos. Podes enxergar minh'alma? Ela está em prantos ou talvez apenas adormecida de tanta dor. Mas ela está aqui, eu sei, eu sinto.


Adilson Guimarães
www.twitter.com/adilsongl