9 de janeiro de 2017

Perdido

Hoje, sei mais do que poderia saber. Alguns segredo que desvendei não tem mais a graça que chegaram a ter. Hoje, sou preparado, sei como andar melhor e não tropeçar. Hoje até sei bem como é o melhor jeito de que se caminhar.
Mas estou perdido. Não sei onde ficar, aonde encontrar abrigo. Eu não sei mais quem eu posso chamar de amigo porque o projeto de divisão de projetos foi deixado de lado por uma ganância ou insegurança, estamos inquietos, não tenho muito talento em confiar.
Meu bom emprego que rende um bom salário que rende um bom status que rende boas vantagens não diz, sequer indica qual é o brilhantismo de um futuro promissor. Por favor. Estou perdido.
Estava sozinho, encontrei um calor, chamei de amor. O calor apagou e não vejo mais nenhuma centelha do que imaginei ser a salvação, uma paz, um alento pro coração. Estava sozinho, hoje estou solitário.
Mas continuo perdido, sem saber se vale a pena acordar tão cedo e dormir tão tarde. Estou tomando tanta bordoada e cedendo a toda a dúvida que me invade, por ora me sinto valente demais, outrora covarde.
Tão novo, é o que dizem. Deveria estar fazendo mais sem pensar tanto. Deveria ser mais inconseqüente e parar de me esconder, observando pelos cantos. Tão jovem, não deveria se martirizar desse jeito, se deixar consumir e sofrer tanto com essa dor no peito.
E o pior é acordar sem rumo, sem motivação de fazer as coisas direito. Eu só queria um brinquedo, uma mochila nova e poder jogar bola com meus amigos na escola, mas colocaram responsabilidades nas costas de um menino que aprendeu ser homem mais cedo, aprendeu a não procurar, mas ser o próprio abrigo.
E mesmo assim continuo perdido nesse limbo, em um vazio tão grande, à deriva, sem destino. Vejo o inicio bem traçado, mas a escadaria não vejo. Desprezo.

Estou perdido, tendo entender, mas não vejo.

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